domingo, março 28, 2010

Free Frenesi




Quando toca suspiro olho tremo pêlos desmancho em dedos Torno a você jazz em notas raras o mesmo infinito Todo sem partes em duas repartidas. Vi cheiro em suas palavras e ruídos de entre-ares, toquei em seus vazios e comi seus não-lugares. No fim pintei um quadro tinta verde suja blues você todo amarelo sendo eu enquanto nu.

quinta-feira, março 25, 2010




Os cantos cheios de madrugada Alma livre vazia de nada Você todo eu pela calçada Cigarro fumaça passada. Vulto meu nu infinito primeiro o corpo - de primo espírito - depois alma já medito. Eis que então ela fala e humilde o corpo cala: a coisa somos dois. E o sol nele estala.

domingo, março 14, 2010

Tum tum.




Sou esboço de poesia,
Tum-tum,
Baixo & bateria.
Além do contra-
tempo,
sou aquilo que seria.



Miles Davis & John Coltrane; So What