quarta-feira, julho 15, 2009

"Perdoe-os, Senhor, eles não sabem o que fazem."

Erros são ataques. Ataques histéricos, de raiva, de insegurança, coléricos. Erros são o que fazemos quando não sabemos o que fazemos. Simplesmente fazemos. É inconsciente. Se assim não fosse, não seria um erro. Então, chega o vento fresco da Consciência. Sempre chega atrasada a moçoila. Por vezes, chega segundos depois do erro. Chega até mesmo no momento em que ele nasce. Ignorar é fácil e as coisas vão acontecendo... todas tortas. Uma sucessão de desastres. (...) É hora do pedido de desculpas. Mas não é tão fácil assim. Ninguém permite que seja. É preciso todo um falatório. É preciso uma espinha flexível para pedir desculpas. Ainda assim, é pouco. Costuma-se desculpar também de forma inconsciente. "Desculpo". Mentira deslavada! Fica sempre algum resquício de rancor, qualquer coisa que o valha. Orgulho é uma coisa que não serve para nada, eu digo. E é sincero. Orgulho é uma desculpa para não ter que se pensar nos outros. Não ter orgulho não significa ter que se humilhar. Não, não. Não ter orgulho, significa compreender aquilo que está além do seu próprio orgulho. Peço. Peço desculpas sempre. Nunca me arrependi de voltar atrás. Nunca me arrependi de esperar, falar, mostrar a minha retomada de consciência de forma crua. É dar a outra face. Pouco me importa a cristandade que envolve o ato. Pouco me importa. Ah, como pouco me importa! Se você está no chão, curvar-me-ei. Mea culpa.


The Stone Roses; Don't Stop

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