quarta-feira, julho 29, 2009

domingo, julho 26, 2009

Ai, mi corazón!




"(...) Se vive solamente una vez
Hay que aprender a querer y a vivir
Hay que saber que la vida
Se aleja y nos deja llorando quimeras.
No quiero arrepentirme después
De lo que pudo haber sido y no fue
Quiero gozar esta vida
Teniéndote cerca de mí hasta que muera."



Gigliola Cinquetti & Trio Los Panchos; Amar y Vivir

sexta-feira, julho 24, 2009

Areia...

Foi há pouco tempo, mas, entre as paredes que formam meus braços e pêlos, parece que nunca foi. Tudo tende a ser surreal demais... ou a não-ser. Falta presença nesse instante. Abrir os olhos e perceber o estar-sendo. (...)


Built to Spill; Carry the Zero

segunda-feira, julho 20, 2009

Início?

(...) Eunice achava que não havia mal em mostrar os olhos nus. Ninguém a tinha dito que era proibido; matava as coisas em que eles (não) acreditavam. Pobre de Eunice! Andava por aí, calma e tão real! Até que, um dia desses, tropeçou em uma pedra. E a pedra disse:
- "Já tive, também, esses olhos que traz abertos ao mundo. Mas ele não gostou. Não, não. Eu mirava toda aquela gente e não via. Ninguém refletia o que meus olhos diziam. Triste, fechei minhas pálpebras com tanta força que virei pedra."
- Está louca. Que mal pode haver num par de olhos?
- "Nunca percebeu que andam todos vendados? É por isso que sorriem tanto."
- Pensei que fossem felizes. Não é por isso que sorrimos?
- "Um dia, foi. Até que começaram a se desentender. Criaram tantas palavras, tantos nomes que tudo passou a ser diferença. Falavam coisas mas seus olhos contrariavam a boca. Ah, Eunice.. antes desse falatório, éramos reais!"
Eunice tentou esconder o quão impressionada estava e ficou muda por um tempo. A pedra sabia seu nome.
- Está assustada? A pedra falou.
- Não. Um pouco. Como sabe se não falei nada e não tem mais olhos?
- Aprendi a ver sem eles. Olhe bem para mim, menina.
Eunice abriu bem seus olhos grandes para ver a pedra. Foi quando se deu conta que era a coisa mais real que ela já encontrara. Mais que uma pedra, era um espelho. Eunice sentiu-se tão plena naquele instante que, cansada, piscou os olhos. (...)

quarta-feira, julho 15, 2009

"Perdoe-os, Senhor, eles não sabem o que fazem."

Erros são ataques. Ataques histéricos, de raiva, de insegurança, coléricos. Erros são o que fazemos quando não sabemos o que fazemos. Simplesmente fazemos. É inconsciente. Se assim não fosse, não seria um erro. Então, chega o vento fresco da Consciência. Sempre chega atrasada a moçoila. Por vezes, chega segundos depois do erro. Chega até mesmo no momento em que ele nasce. Ignorar é fácil e as coisas vão acontecendo... todas tortas. Uma sucessão de desastres. (...) É hora do pedido de desculpas. Mas não é tão fácil assim. Ninguém permite que seja. É preciso todo um falatório. É preciso uma espinha flexível para pedir desculpas. Ainda assim, é pouco. Costuma-se desculpar também de forma inconsciente. "Desculpo". Mentira deslavada! Fica sempre algum resquício de rancor, qualquer coisa que o valha. Orgulho é uma coisa que não serve para nada, eu digo. E é sincero. Orgulho é uma desculpa para não ter que se pensar nos outros. Não ter orgulho não significa ter que se humilhar. Não, não. Não ter orgulho, significa compreender aquilo que está além do seu próprio orgulho. Peço. Peço desculpas sempre. Nunca me arrependi de voltar atrás. Nunca me arrependi de esperar, falar, mostrar a minha retomada de consciência de forma crua. É dar a outra face. Pouco me importa a cristandade que envolve o ato. Pouco me importa. Ah, como pouco me importa! Se você está no chão, curvar-me-ei. Mea culpa.


The Stone Roses; Don't Stop

segunda-feira, julho 06, 2009