quarta-feira, junho 03, 2009

Agridoce.

É de chorar de rir. Dói a barriga, pensar. Com plumas laminadas, brota sangue amarelo. O vermelho & o verde colorem e pinga água dos olhos. Caminho.. caminho.. façamos o caminho de volta ao branco. Àquele lugar onde não é preciso abrir os olhos para falar. Não é preciso descerrar as pálpebras para entender. Está tudo lá. Todas as cores de melado e de limão. A visão é um sentido pós-moderno. Vamos falar do sexto. Aquele que é quase uma religião. (Zombaria). Vamos falar daquilo que não conseguimos. Vamos ultrapassar a
sétima proposição. Não é preciso fazê-lo com palavras. Voltemos os pés para trás. A la curupira. Andemos. Andemos na espiral! Vamos falar como hiatos, ouvir nos intervalos. Traguemos os minutos e escrevamos a fumaça. Sejamos claros. Espelhos. Vá, vá! Está tudo aí nesse buraco pulsante. Ontem, comi o mundo como uma alma sã. Ah, seu moço, era agridoce feito um frango xadrez com vodka e limão. E o frango me disse: "Viu, menina? Até que é gostoso quando se é Real."

(Para meu Petit menino com seus temperos e pimentões coloridos.)


John Frusciante; Carvel

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